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5 razões para diversificar seus instrumentos de avaliação


A ideia de diversificar instrumentos de avaliação já tem sua importância reconhecida por muitos professores, escolas e sistemas educacionais. Mesmo assim, não deixa de ser desafiador saber que é preciso utilizar diversos instrumentos avaliativos e dar atenção praticamente contínua a esse aspecto da educação. Diante do tamanho da tarefa, muitos professores podem até se sentirem desanimados. Neste texto, gostaria de assinalar algumas razões para o professor se empenhar pela diversificação de seus instrumentos, apesar do desafio.


  1. Diversificar diminui a pressão sobre os professores


Tomar decisões de aprovação/reprovação com base em um único instrumento de avaliação - como uma prova ou trabalho final - não tem vantagens apenas pedagógicas. Ao diversificar, você produz diversas fontes de evidência. Se essas evidências forem compartilhadas com os estudantes e seus responsáveis ao longo de todo o período letivo, a pressão sobre os professores tende a diminuir. A razão é que desde cedo o desempenho do estudante ficará conhecido e e suas limitações poderão se tornar conhecidas. Além disso, o próprio professor tem melhores condições de tomar providências antes da situação ficar crítica. Essa é uma das vantagens da avaliação formativa.


  1. Diversificar promove envolvimento dos estudantes


Quando diversas atividades, trabalhos, projetos e até provas são usados ao longo do período, os estudante se sentem mais obrigados a se envolver. O mesmo vale para avaliação com o uso de portfólios, autoavaliação e avaliação por pares. Além de promover a aprendizagem, a necessidade de responder às atividades proposta aumenta a participação do estudante.


  1. Diversificar retira o peso das provas e reduz a ansiedade dos estudantes


    As provas costumam ser usadas como instrumento de decisão sobre questões de aprovação/reprovação/recuperação etc., muitas vezes com uma pontuação elevada na composição da nota. Não é de se admirar, assim, que muitos estudantes se sintam ansiosos durante provas. A diversificação de instrumentos mostra que não se espera que o estudante tenha um desempenho excepcional em um único momento avaliativo - que pode ser definitivo para sua aprovação. Além disso, a diversificação torna a avaliação uma rotina, o que leva o estudante a se acostumar com a ideia de ser avaliado.


  2. Diversificar os tipos de prova pode deixar a avaliação até interessante para o estudante


Não existe apenas um jeito de se aplicar provas. A prova tradicional no formato de teste é somente um dos tipos desta avaliação formal. O professor pode propor provas com consulta, provas em pares, provas em grupo, provas em pares/grupo com consulta, provas de resolução de problemas, provas para fazer em casa, provas para fazer na biblioteca, provas com questões elaboradas pelos estudantes. O professor pode ainda definir com os estudantes os critérios de correção da prova ou até permitir que os estudantes refaçam a prova, corrigindo seus erros ou resolvendo questões similares àquelas que erraram. A prova pode ainda ser feita em duas etapas com uma parte com consulta e outra sem este recurso. A prova pode também ser respondida em aulas diferentes permitindo que os estudantes repensem o que já produziram entre as aulas. As possibilidades de diversificação dos próprios instrumentos de avaliação são muitas e o professor pode testá-las em seu contexto.


  1. Diversificar pode resultar em uma melhor distribuição das tarefas do professor


A diversificação pode até reduzir o trabalho do professor. A diversificação pode incluir momentos de autoavaliação e de avaliação por pares pelos estudantes, caso em que o professor não precisará se ocupar com esta tarefa. A diversificação pode também levar a diferentes momentos de avaliação distribuídos ao longo do semestre ou ano. Isso pode significar que o professor não precisa usar instrumentos que gerem muito trabalho para ele ou ela, e até para seus alunos, em momentos finais do período letivo, resultando em sobrecarga de trabalho. Simplesmente não existe a necessidade de se realizar provas muito longas ou receber trabalhos extensos ao final do período, se o processo avaliativo correu bem ao longo do ano ou semestre.


Com essas cinco dicas, professoras e professores poderão usar a diversificação de instrumentos em seu favor e em benefício dos estudantes, qualificando seu trabalho. Evidentemente, cada contexto estabelece o que é possível ou não para professores realizarem em termos de avaliação. Mas a diversificação é sempre uma possibilidade que pode trazer bons resultados pedagógicos, quebrar a monotonia e facilitar o trabalho docente.

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